Ano Novo Feliz Para todos

Quando eu era criança, meu pai assinava a Folha de São Paulo e no domingo vinha uma edição especial chamada Folhinha, produzida, basicamente, pelo Maurício de Souza, para os pequenos de pouca idade. Sempre que chegava o fim de ano, ele desenhava um velhinho com uma faixa do ano que chegava ao fim, indo embora e também um bebezinho com uma faixa do ano novo, representando o ano que iria começar.

Naquela época, na minha cabeça, de criança, um ano demorava tanto a passar que a figura do velhinho fazia sentido. Ficava ansioso pelo fim de ano, porque era o começo do verão, época de Natal, ganhar presentes, final das aulas, férias, véspera do meu aniversário em janeiro (mais presentes), enfim, motivos não faltavam para toda aquela ansiedade.

Com o passar dos anos, os motivos mudavam um pouco, mas a ansiedade perdurava, no entanto um fenômeno, aparentemente coletivo, tomava conta, cada vez mais, da minha mente e das pessoas que me cercavam; parecia que o ano, sempre com seus doze meses, demorava menos a passar.

Me parecia lógico, uma vez que havia um crescente aumento de atividades, informações, que tomavam conta do dia a dia, fazendo parecer que o tempo encolhera. Hoje, além desses fenômenos todos, já tendo vivido quase 51 anos completos, penso que também há a relação dos doze meses, sobre os meses vividos, ou seja a quantidade de meses do ano dividida pela quantidade de meses de vida de uma determinada pessoa. É lógico que a tendência desse índice é sempre diminuir à medida em que se vive, tal como a sensação de que o tempo passa cada vez mais rápido. Assim, para uma criança de dois anos, chegar aos três é algo como esperar metade da vida para chegar lá. Já para quem chega aos 20 isso é muito menos sensível.

Pois é, como já é de costume para mim, 2010 passou muito rápido, foi um ano satisfatório em todos os sentidos, pois profissionalmente foi produtivo, em família foi muito bom, todos com saúde, viagens, enfim tudo dentro do esperado. No esporte foi um ano bem interessante, pois junto com o meu sócio, o Marçal Melo, apostamos no Ginetta, trazendo o carro para correr no Brasil e com isso alcançamos nosso principal objetivo que era agitar a categoria GT4 e trazer de volta a atenção das pessoas e da imprensa para o nosso torneio. Além disso, obtivemos três vitórias e outras boas colocações e mesmo sendo um ano de transição, pois os carros só chegaram no meio do ano, o Marçal e o Willian terminaram na sexta e eu e o Burti na oitava colocação. No ano que vem, novos desafios serão enfrentados e a meta será vencer o campeonato. Teremos mais carros, mais competitivos, pilotos mais experientes, tornando tudo mais complexo e interessante para o público. Será um Ano Novo Feliz Para todos. Se Deus quiser.

 

CARLOS BURZA


 

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