O Ginetta G50. Uma novidade e uma conquista

No meio do ano trocamos de carro. A Maserati, que já deixa saudades, pelo Ginetta, com grande potencial de crescimento na Itaipava GT4. O carrinho acabou por despertar a curiosidade de muita gente e, desde que chegou, com freqüência, o nosso Box era um dos mais visitados. Na época que trouxemos o G50, para cá, não havia disponibilidade de carros com direção do lado esquerdo e então tivemos que correr nos adaptando ao lado direto, já que na Inglaterra, onde o Ginetta é feito, os carros saem de fábrica com a direção do lado direito. Desta forma, há que se utilizar da mão esquerda para troca de marchas, sendo que não há grande dificuldade nisso porque o câmbio é seqüencial, avançando as marchas puxando a alavanca e reduzindo-as ao empurrar a mesma alavanca. A maior diferença, no entanto, é a mudança de referência na pista, já que o ângulo de visão muda muito. Depois de perdermos para a Holanda, acho que uns dois dias dessa data, os carros chegaram e finalmente foram desembaraçados e foram direto para a oficina do Manelão. Eu parecia uma criança em 24/12. Tanto que já era noite alta de inverno e saí de Perdizes para Interlagos, assim que soube que o caminhão chegara lá. Encontrei os Ginettas ainda na rua e senti aumentarem as minhas pulsações. Particularmente, acho que as linhas do carro são muito agradáveis, mas o que queria mesmo era ir pra pista com o carrinho. Fizemos um treino de reconhecimento em Interlagos, com horário gentilmente cedido pelo meu amigo Beto Manzini. Sem preocupação de virar tempo, até porque havia alunos na pista, pude sentir que o carrinho era fera em contorno de curvas. Depois de uma primeira metade de campeonato cheia de quebras, fechei a disputa com um honroso oitavo lugar, duas vitórias, um segundo, um terceiro e um quarto lugar. Os Ginetta ainda contaram com a vitória na etapa de estréia, no Rio de Janeiro, sob o comando da dupla Marçal Melo e Bill Freire no carro 82. Eu ganhei muito com a entrada do Léo Burti na equipe. Sem ele, provavelmente ainda estaria sem vitórias para contar. Mas o fato é que o carro agradou e nos deu a impressão de termos apostado corretamente quando o escolhemos. Basicamente é um carro composto de chassi tubular, com tor entreeixos dianteiro, tração traseira, sem auxílio de qualquer tipo de controle. Cambio seqüencial e diferencial com blocante. Não conta com freios ABS, somente com regulagem que permite, no andamento do treino ou corrida, transferir carga da frente para trás e vice versa. A Ignição é Motec, comandada por Central Eletrônica que vem codificada de fábrica e sem acesso das equipes, portanto. Os amortecedores são reguláveis da marca Ohlins, tanto ‘bump” quanto “rebound” . O cáster é fixo, mas pode-se regular os outros ângulos da geometria da suspensão, como cambagem, “toe in” e “toe out”. O nosso modelo é o G50 HC, que, como pode ser visto no site http://www.ginetta.com, tem algumas modificações para países de clima quente (HC – Hot Climate). Isso inclui radiadores maiores, dutos de refrigeração, etc. As rodas que utilizamos são de 10 polegadas na dianteira e onze na traseira. A posição ideal de dirigir é atingida facilmente através dos bancos reguláveis em distância, bem como a distância do volante e da pedaleira. O Piloto senta-se muito perto do eixo traseiro, tradicional posição em carros britânicos. O carro que nas primeiras impressões transmitia uma tranqüilidade de guiada muito grande, mostrou ser um carro que lhe entrega desempenho, mas você tem que ganhar isso dele. Explico. Sem suar, o tempo não vem. Guiadas fáceis não são eficazes no Ginetta. O Burti tem se encarregado dos acertos e eu tento me adptar às regulagens dele, as quais me parecem ser acertadas para o melhor desempenho do Ginetta. Porém não é um acerto que deixa o carro dócil. Pelo contrário, frequentemente o G50 se mostra arisco, com uma traseira inquieta, mas que dá um prazer inenarrável na condução. Qualquer hora vou ver se consigo colocar imagens “onboard” para vocês terem idéia de como é a guiada.

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  1. #1 por lucia margarida ferreira em 08/12/2010 - 09:36

    Lindo post…. a Ginetta tem muita a oferecer a vcs. inovações requer adaptações…parabéns pela escolha. Sei que a cada dia será uma nova descoberta, até que tornem um só… Homem e maquina!!!!
    Sucesso.
    lulu
    a mineirinha!!!

  2. #2 por Carlos em 12/12/2010 - 05:50

    Excelente texto (assim como os outros), fiquei sabendo mais sobre esse carrinho show! Você merece todas essas conquistas com a Ginetta e muitas outras virão em 2011.

    Muito sucesso pra você Burza!

    Abraços!

    Carlos “Xará”

  3. #3 por Rodolfo Gaspar em 25/12/2010 - 21:59

    Ótima descrição das caracterísdas e da condução do carro.
    Quem quiser informaçãos da Ginetta G50 pode procurar aqui!
    Parabéns Burza!
    e Boa Sorte na próxima temporada!

    Abraços!

  4. #4 por Guilherme Darski em 12/01/2011 - 05:38

    Exelente texto Burza!
    Ainda veremos o Ginetta 81 camapeão!
    Grande abraço!

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