Curitiba na minha visão, Sabado

Neste fim de semana (29/30/31-2010), em Curitiba, as coisas aconteceram de uma forma tão onírica que ainda não consigo ter a completa noção da realidade, em plena quarta feira.

A nota triste foi a escapada do Marçal no “S” de alta, logo no início da primeira corrida (sábado) que acabou com a traseira (do Ginetta, não a do Marçal – entendam bem).

Desde a classificação tudo ia bem para nossa Equipe – Duas Poles! Uma com o Burti e outra com o Willian. As outras duas classificações ficaram definidas com o Marçal em segundo e eu em terceiro (nunca fui bom em classificações). Aí, eu que queria chuva, vi o tempo abrir apareceu o sol e fomos alinhar, com a pista suja de borracha e um pouco d´ água derramada de manhã. Essa mistura me tirou da última prova no mesmo autódromo, este ano.

Perto da largada, houve um estouro e a luz se foi. Mas percebemos que houve algum enrosco com o Burti e ele caiu pra último lugar. Não demorou muito, voltaram a luz e o Burti para o lugar de origem, após umas esfregadas com o Mesquita. O Léo ainda me entregou o carro com 5s de vantagem sobre o segundo. Assumi o volante pensando sempre no que o Burti tem me dito, ou seja, preciso entrar no ritmo de corrida mais rapidamente e saí feito louco dos boxes, mas com o dedo no limitador.

Eu era informado que estava, na média das voltas, abrindo do segundo, porque no miolo o Ginetta era mais rápido que as Maserati e Ferrari. Nas retas eles descontavam, mas não o suficiente.

Cheguei a estabelecer uma diferença que me deixava com folga confortável, porém deixei uma Lambo me passar na freada do Pinheirinho e quando voltei não vi que havia outra na minha porta (acho que o esfrega, esfrega do Burti com o Mesquita alterou a posição do espelho). Resultado: tomei um totó e rodei. Mais uma vez voltei bem rápido e só o Renan me passou, mas não cheguei a perdê-lo de vista até que começou a sair fumaça da Maserati 55 e ele encostou. Fiquei com pena dele, porque queria que ele ganhasse o Campeonato, naquela altura, até porque o Marçal, já estava fora da disputa. Por outro lado eu estava com a primeira vitória no automobilismo no meu colo! Aí foi só administrar e …. Vencer! Fui até o parque fechado berrando dentro do carro e ouvindo o Fábio (filho do Manelão) berrando no meu ouvido, enquanto ele corria para me cumprimentar. Ao chegar no parque fechado desliguei o motor e fiquei ali, tentando me controlar sem sair do carro. Abri a porta, bati no cinto e as primeiras pessoas começaram a chegar. Droga, perdi o controle e chorei abraçado com o Zé Ricardo, depois com o Cléber, os mecânicos, um montão de gente que eu nem imaginava que torcia pra mim daquele jeito. Foi impressionante! Fomos ao pódium e tomei um banho de cerveja gelada, dado pelo Léo Burti, mas também molhei os meninos e uma garota que me entregou o troféu (tadinha).

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