Escolhas, de Carlos Burza

De repente, na minha vida, as coisas caminharam de forma a realizar alguns sonhos que vieram desde a infância. Poder correr de automóvel é, talvez o mais antigo nas minhas lembranças.

A gente trabalha duro e simplesmente deixa de lado aquilo fica à margem da vida profissional.

O interessante é que por vezes certas atividades escolhem você e não o contrário. Isso marcou muito a minha vida, tanto profissionalmente como em questões de lazer. Roberto Venosa, um dos professores que fazem a FGV valer a pena, em uma aula do curso de antropologia, me disse exatamente isso: Você não escolhe a profissão; ela escolhe você.

O sábio Roberto acertou na mosca. Nunca quis ser advogado, porque queria algo ligado à mecânica, tanto assim que entrei e cursei um ano e meio na FEI, tendo saído de lá antes de escolher o ramo da engenharia que tanto me fascinava. Depois disso, entrei na FGV, em 1980 e concluí o curso de Administração Pública em 1985, acabei sentindo a necessidade de obter o diploma de bacharel em direito, que veio através da FIG.

O que aconteceu depois, foi exatamente aquilo que o mestre Venosa havia vaticinado. O direito tomou conta da minha vida e nunca, praticamente, exerci a administração.

No âmbito do automobilismo aconteceu algo parecido. Muito embora tenha sempre gostado do assunto, nunca havia tido a oportunidade de poder competir. Era rato da oficina do Camillão e de Interlagos; conheci muita gente que freqüentava os dois lugares e babava nos carros que via. O dia a dia, a morte do meu amigo Camillo João Christófaro, afastou-me um pouco daqueles sonhos, enquanto a dedicação ao trabalho começava a surtir efeito e me aproximava dos carros pelo lado pessoal.

Cheguei a trocar uma ação de despejo por um Porsche 911 S 68, mas essa é uma história que vale ser contada em outra oportunidade.

O ponto é, neste texto que, na prática abre nossa conversação, achei importante registrar estes fatos, que reputo ser curiosos.

Assim, coisas boas acontecem e temperam a nossa existência, mas a gente tem que se ajudar e contar com as pessoas que nos cercam para que tudo combinado, como a gasolina misturada ao ar, na presença de uma faísca, resultem numa boa queima. Agradeço aos meus pais, por terem me passado os valores fundamentais que alicerçaram minha vida, aos meus irmãos que também colaboraram para minha formação, à minha esposa que luta junto a mim, à mais de vinte e dois anos, a minha filhotinha, que às vezes vai às pistas sem querer, aos meus sócios, que são meu segundo casamento e aos meus amigos, que para não cometer nenhuma injustiça os farei representados nas pessoas do Jens Hoyer, do Vanuê e Cleber Faria , porque sem estes últimos não poderia queimar tanta gasolina.

Obrigado também a você que dedicou todo esse tempo a ler essas baboseiras.

 

Atenciosamente:

Carlos Burza

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  1. #1 por Gian em 20/10/2010 - 10:11

    Burza, parabéns pelo Blog! Sucesso nas corridas, na família e na sua vida!
    Abraços! Gian

    • #2 por Carlos A. Burza em 20/10/2010 - 20:12

      Muito obrigado pelo comentário e torcida, Gian.

  2. #3 por Katia em 22/10/2010 - 18:32

    Que bom que seus sonhos se realizam, mesmo os mais remotos! Que sua vida seja sempre de realizações!!! Parabéns pelo Blog! Um beijo!

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